A sua Cabeleireira Afro 7 dias/7 perto de si!

💵 ~30% mais barato
que no salão!
4.7 / 5 (1138 avaliações)
Menu

Sem rotina de 10 passos, apenas alguns gestos: o verdadeiro segredo das brasileiras de cabelo crespo saudável

Sem rotina de 10 passos, apenas alguns gestos: o verdadeiro segredo das brasileiras de cabelo crespo saudável
Índice

Há algumas semanas, o meu feed do YouTube só me mostra isso. Brasileiras com cabelo crespo que lhes chega até ao meio das costas, que filmam o seu duche matinal e que contam, quase a pedir desculpa, que não têm nenhuma rotina capilar propriamente dita. Nada de prateleiras cheias de vinte produtos. Nada de rituais de domingo que duram três horas. Apenas um gesto rápido, por vezes dois, e um comprimento de cabelo que impressiona.

Vi demasiados desses vídeos nas últimas semanas e, a certa altura, quis aprofundar o tema em vez de me limitar a vê-los em loop. Porque no meu círculo, ouço constantemente mulheres dizerem que sentem que fazem tudo certo e que o seu cabelo crespo continua sem crescer. Então, se estas brasileiras encontraram um atalho, vale a pena perceber o que realmente está por trás.

E a resposta não é mágica nem cultural no sentido em que imaginamos. É até bastante simples, uma vez que se entende um ponto que quase ninguém explica corretamente: o problema do cabelo crespo nunca foi realmente o crescimento. É a quebra.

O mito da rotina perfeita que nos vendem há anos

 

Desde que o movimento do cabelo natural ganhou força, venderam-nos uma equação bastante simples. Cabelo crespo é igual a rotina longa. Quanto mais longa e cheia de produtos for a rotina, mais saudável o cabelo seria. Champô, amaciador, máscara, leave-in, creme, gel, óleo, sérum para pontas, cada um com a sua função precisa e a sua ordem de aplicação sagrada.

Esta rotina não é falsa em si. Mas acabou por se tornar uma norma culpabilizadora, quase um teste de legitimidade. Se não tiver quinze produtos na sua casa de banho, terá falhado algo. E, no entanto, ao observar estes vídeos vindos do Brasil, deparamo-nos com mulheres que usam três produtos, por vezes menos, e cujos cabelos crespos atingem um comprimento que a maioria dos adeptos da rotina de dez passos nunca alcança.

Este contraste pareceu-me demasiado flagrante para ser um acaso ou apenas uma questão de genética favorável. Então, observei o que realmente se diz sobre o crescimento do cabelo texturizado, e o desfasamento entre o discurso que nos vendem e o que realmente acontece ao nível do fio de cabelo é bastante esclarecedor.

 

4

O que realmente impede o comprimento do cabelo crespo, e não é o crescimento

 

Este é o ponto que considero mais mal compreendido, inclusive entre as mulheres que cuidam muito seriamente dos seus cabelos crespos há anos. O cabelo crespo cresce aproximadamente à mesma velocidade que qualquer outro tipo de cabelo, cerca de um centímetro por mês. Não é, portanto, a velocidade de crescimento que explica porque é que algumas cabeleiras estagnam no mesmo lugar há dois anos.

O que explica a estagnação é a retenção de comprimento, ou seja, a capacidade de manter o que o cabelo produz em vez de o perder pelo caminho devido à quebra. E no cabelo crespo, esta quebra concentra-se em locais muito específicos, os famosos pontos de torção do caracol. Em cada curva da espiral, a fibra capilar sofre uma tensão mecânica, e a cutícula, essa camada protetora que reveste o cabelo, estica e abre ligeiramente. Estes pontos tornam-se zonas de fragilidade que cedem ao menor atrito.

Existe um segundo mecanismo, igualmente determinante. No cabelo liso, o sebo produzido pelo couro cabeludo desce naturalmente ao longo da fibra e hidrata os comprimentos. No cabelo crespo, a forma em espiral impede que este sebo circule corretamente até às pontas. O resultado é que as pontas sofrem de uma secura crónica que as torna quebradiças muito antes de terem tido tempo de crescer realmente. É exatamente isto que detalha um artigo brasileiro especializado que li sobre o assunto, que explica bem que a velocidade de crescimento nunca é o verdadeiro problema, é a quebra que o anula permanentemente.

Por outras palavras, uma rotina cheia de produtos não resolve necessariamente este problema. Pode mesmo, por vezes, agravá-lo, se for acompanhada de manipulações frequentes, calor repetido ou desembaraços demasiado agressivos. O que estas brasileiras fazem intuitivamente, sem o formular com este vocabulário, é precisamente limitar estas duas fontes de quebra. Não adicionando produtos, mas retirando gestos.

 

 

Os três gestos que substituem o armário de produtos

 

Ao observar mais de perto o que estes vídeos têm em comum, e cruzando com o que dizem as fontes especializadas em cuidados capilares texturizados, identifiquei três hábitos que se repetem quase sistematicamente, muito mais do que qualquer produto milagroso.

O primeiro é o que se chama manipulação mínima. Concretamente, isso significa penteados que se movem pouco no dia a dia, uma escovagem rara e o mínimo de calor possível. Cada passagem de escova, cada uso de alisador, cada fricção repetida desgasta um pouco mais os pontos de torção de que falava acima. Um recurso especializado em cuidados capilares texturizados explica muito bem a diferença entre os penteados ditos protetores, usados durante várias semanas sem mexer, e os penteados de manipulação mínima como um coque ou um wash and go, que exigem pouca manutenção durante a semana. Ambos perseguem o mesmo objetivo, manter o cabelo afastado das fontes de fricção, sejam as mãos, a roupa ou as ferramentas de styling.

O segundo hábito é a proteção noturna. Uma noite numa almofada de algodão são horas de fricção repetida durante o sono, sem que nos apercebamos. Um lenço ou uma touca de cetim, ou, na falta disso, uma fronha de cetim, reduz enormemente esta fricção invisível. É um gesto que leva trinta segundos antes de deitar, e que, no entanto, pesa mais na retenção de comprimento do que a maioria dos cuidados que aplicamos de manhã.

O terceiro hábito, aquele que mais subestimamos em Portugal, na minha opinião, é a manutenção profissional regular. Muitos destes vídeos mostram mulheres que vão a uma cabeleireira a cada dois ou três meses para um corte de pontas e um diagnóstico, em vez de acumularem produtos em casa sem nunca cortar. Ora, as pontas danificadas partem em cascata para cima se não forem removidas. Cortar regularmente alguns milímetros não é um sacrifício de comprimento, é precisamente o que permite conservá-lo a longo prazo, evitando que a quebra suba ao longo da fibra.

Nenhum destes três gestos é caro, e nenhum exige uma prateleira de produtos. É provavelmente o que torna estes vídeos tão desestabilizadores para muitos de nós, eu a primeira no início. Estamos habituados a pensar que quanto mais fazemos, melhor é. Aqui, é quase o inverso que se verifica.

O que também não significa que não usem absolutamente nada depois do champô. Olhando mais de perto, o que aparece quase sempre nestes vídeos não é uma acumulação aleatória, é uma técnica precisa que a comunidade de cabelo texturizado chama de método LOC, para líquido, óleo, creme. Primeiro, hidrata-se o cabelo com água ou um spray hidratante, depois sela-se com um óleo, coco, abacate ou rícino, dependendo do cabelo, e termina-se com um creme ou uma manteiga vegetal que sela tudo. Três produtos, uma ordem precisa, e está feito. Existe também uma variante, o método LCO, que inverte o óleo e o creme, mais recomendado para cabelos de baixa porosidade que se saturam rapidamente. A ordem correta depende principalmente da porosidade do cabelo, ou seja, da sua capacidade de absorver e reter a humidade, e é provavelmente a única verdadeira decisão técnica a tomar. Não é, portanto, a ausência total de produto que faz a diferença com a rotina de dez passos, é o facto de parar em três gestos específicos em vez de acumular indefinidamente.

 

3

O que eu faria diferente se tivesse de recomeçar tudo

Se tivesse de resumir o que estes vídeos me ensinaram numa só frase, seria esta. Parar de procurar o que adicionar, e começar a procurar o que se pode remover. Concretamente, na primeira semana, eu aconselharia a identificar um único penteado que aguente vários dias sem que seja preciso retocá-lo de manhã e à noite. A segunda etapa, quase gratuita, é investir numa fronha de cetim ou numa touca, e usá-la realmente todas as noites, não apenas quando se lembra. E a terceira, muitas vezes a mais adiada, é marcar uma consulta com uma profissional para um verdadeiro diagnóstico de pontas, em vez de continuar a tentar adivinhar sozinha o que está mal.

Nenhuma destas etapas exige mudar tudo de uma vez, e é provavelmente por isso que o método se mantém a longo prazo, ao contrário de uma rotina de dez passos que se abandona ao fim de três semanas por falta de tempo.

 

Funciona também se vivermos em Portugal ou noutros países europeus?

 

Não quero também vender-vos um atalho demasiado simples. Existem diferenças reais entre o Brasil e Portugal ou outros países europeus que seria desonesto ignorar. O clima brasileiro, mais húmido em muitas regiões, limita naturalmente a secura dos comprimentos, um fator que joga claramente a favor da retenção. O acesso a uma cabeleireira especializada em cabelos texturizados é também muitas vezes mais simples e mais enraizado nos hábitos quotidianos, enquanto na Europa muitas mulheres ainda têm dificuldade em encontrar uma profissional competente perto de casa.

É preciso também ter em mente um viés bastante óbvio. Os vídeos que se tornam virais mostram casos impressionantes, não a média de todas as brasileiras com cabelo crespo. Nunca vemos os cabelos que estagnam, apenas aqueles que explodiram, o que dá uma impressão ligeiramente distorcida da facilidade do processo.

Dito isto, os três mecanismos fundamentais permanecem válidos em todo o lado, independentemente do clima ou do país. Reduzir a manipulação, limitar a fricção noturna e cuidar das pontas regularmente funcionam num cabelo crespo parisiense exatamente como num cabelo crespo em Salvador da Bahia. O que muda é sobretudo o esforço adicional que por vezes é necessário fazer em Portugal para compensar um clima mais seco, por exemplo, estando um pouco mais atenta à hidratação, sem, no entanto, voltar aos quinze produtos do início.

 

2

As perguntas que mais me fazem sobre o assunto

 

- O cabelo crespo cresce realmente mais devagar do que os outros tipos de cabelo?

Não, a velocidade de crescimento é globalmente comparável, cerca de um centímetro por mês para a grande maioria das pessoas, independentemente do tipo de caracol. O que varia fortemente de pessoa para pessoa é a quantidade de quebra, não a quantidade de crescimento.

- É preciso parar completamente com os produtos para ver uma diferença?

Não, não se trata de parar tudo de um dia para o outro. Trata-se sobretudo de parar com os gestos que danificam, como o calor demasiado frequente ou o desembaraçar a seco, em vez de acumular cuidados na esperança de compensar esses danos.

- Com que frequência é preciso cortar as pontas para preservar o comprimento?

A maioria das profissionais recomenda um corte leve a cada três ou quatro meses, aproximadamente, dependendo do estado das pontas. O objetivo não é perder comprimento, mas impedir que uma ponta danificada continue a partir para cima.

- O que é exatamente o método LOC?

LOC significa líquido, óleo, creme. Primeiro hidrata-se o cabelo com água, sela-se com um óleo e bloqueia-se com um creme ou uma manteiga vegetal. Para cabelos de baixa porosidade, inverte-se frequentemente o óleo e o creme, o que se chama então método LCO, para evitar sobrecarregar os comprimentos.

 

Penso que o que torna estes vídeos sobre os cabelos das mulheres brasileiras tão cativantes não é que revelem um segredo inacessível. É que questionam uma ideia que nos foi repetida durante anos, a de que uma bela cabeleira crespa se merece com tempo e produtos. A verdade parece mais simples e, de certa forma, mais tranquilizadora. O que realmente importa não é acumular produtos hidratantes na esperança de compensar, é reduzir o que danifica a fibra no dia a dia: a manipulação, o calor, a fricção.

E para isso, o gesto mais rentável continua a ser muitas vezes aquele que mais negligenciamos, a manutenção regular por uma profissional que realmente conhece cabelos texturizados, capaz de cortar apenas o necessário e de lhe dizer honestamente onde se encontra. Vale a pena, sem dúvida, dedicar tempo a encontrar um bom endereço especializado perto de si, em vez de continuar a acumular produtos na esperança de que isso seja suficiente para compensar.

 


Deixar um comentário +3 points

Por favor, faça login para comentar: Entrar  ·  Criar uma conta


CHAT Zenaba
Olá!
Diga-me o penteado que deseja, a sua cidade e outros detalhes, vou contactar as cabeleireiras disponíveis para si em menos de 2 min!